quinta-feira, 28 de agosto de 2008

Por Maíra Selva

Só podem ser mesmo nossos vocativos na boca do sapo!! Que droga! Queria meus olhos em lsd agora, pra poder ver uma grama mais verde, que nao a do vizinho,a nossa.
Coqueiros - The real thing
Rafaella, Rafaella (vocativos tipo Branca...), eu vou te linchar, Rafaella. Eu quero jogar pedra na Geni! Eu quero chutar (com T) o pau e o pé. Quero grana, quero grana pra ficar brincando de blog com você, ficar comendo pão-de-queijo com Heineken segunda-feira, três da tarde, pra olhar a grama, pisar descalça e esperar dar aqueles mosquitinhos de Uberlândia da hora de ir pra dentro. É só o que eu quero, ser eu e ser todas nós. Meu deus... Já comprei uns móveis de jardim, de madeira fosca, tratada, é verdade, mas sem aquele verniz de Vó Rosa nos bancos doídos nas costas da visita só pra eu brincar de rir do povo que vai comer a feijoada beneficente e comentar e escrever e te convidar pro nosso ócio de Carlton e vontade de abrir uma lata de atum. Aaaaaiii - de doer a garganta mesmo... Quero ouvir você falar da coleção nova da Neon, ou me explicar, sem olhar os créditos das fotos, quem está imitando quem, e aí, eu penso, quem me impede? Que diabo? Que forças ocultas? Nome na boca do sapo? Mandinga?
Vou ali, e nem é pra pingar meu alucinógeno no olho, é pra terminar um parecer de advogada de scarpin mesmo...

quarta-feira, 27 de agosto de 2008

O rio que passa corrido, as vozes que vibram no ar.

E foi num passeio pelas ruas escassas de fumaça que escutou pela primeira vez aquela
Voz fininha lá no fundo. Dizia Terezinha, o amor chega estático paira por cima das coisas e assim vai, vai... pluminha indecente fumaça-como diria Manuel Bandeira - de vento frio de inverno daqueles que sai de dentro da boca, partículas mortas, velhas. Vai pra longe voz estridente, me deixa aqui com os dedos pregados no peito, peito que pula em compassos do rémi fá. Me deixa nessa melodia que eu sempre construo, que ele constrói por mim, então tá. Falo então agora do culpado por essa confusão que habita uns poros do corpo que agora não é meu, é dele. Ele nunca viu nada do Fellini, nunca parou acordado praquela tela P&B e fontana de trevi. Ele também não me viu chorar tanto com je ne regrette de rien. Então Voz, vai vou te chamar assim, Voz!. Varridos todos os amores (por debaixo do tapete, gosto de concluir assim, é tão desprezível, mas ao mesmo tempo tão engraçadinho) vou começar do zero? Então como li há muito tempo é o amor o contrário da vida e não a morte. Será? Ah Voz, me leva pra onde você fala, porque nem essa rua em que ninguém quase passa já me esconde mais. Se ele tivesse útero eu entrava pra dentro dele e ficava por lá. E escutava quentinha só quando ele cantasse hoppipolla pra mim, cantasse não, balbuciasse com a boca. E aí ele conversaria comigo e diria que me amaria muito e pra sempre. E que fazíamos parte da mesma carne, e os nossos sangues misturados, e um cordão umbilical bem forte e resistente nos unindo. Sou criança perto dele então. E ele é meu pai, minha mãe, e sai para lá Freud, você não cabe aqui. Vai se revirar em outro lugar. Ele me cuida desde a primeira vez que eu pedi então. Ele me dá o dicionário para decorar, o alimento pra eu comer, até que um dia eu tenho que ir porque já fiquei grande. Ah o amor. Esse bichinho da seda egoísta que me machuca inteira. Ah Voz! Não me deixe perdida como estou agora com esse regurgitar todo. Mas Terezinha descansa um pouco. Não pense tanto. Vai para casa agora, se vista com aquela camisola sua, preferida que eu sei, e durma, já não está na hora mais para devaneios.

sexta-feira, 22 de agosto de 2008

Mais uma da Terezinha.

Buraco de grafite
O personagem não satisfez, a trama sempre passava sensação de deja vu e arrepio. Como uma música ruim que nos pega desapercebidos. E me disseram que eu devia bater em outras teclas, tecer outras fantasias, cumprir com o papel da criação decente, cordata e simples. Pensei em ser passageira de outro trem, pensei em não entrar na mesma sala de cinema, em não ir à mesma locadora. Tentei desviar do meu caminho, ver fotos de paisagem, procurei em tudo. Andei por cima, de cabeça erguida, prendendo em cada canto por onde passava bilhetes que me avisassem algo. Só que todos estão em branco. Tentei respirar, tentei pegar essa poesia que me saía das narinas. Que ilusão! Tentei chorar também, aos soluços. E o que consegui foi um buraco de grafite no papel. Mas um dia, minhas mãos compensam o que me falta e eu consigo. E um dia eu mostro ao que vim. Nem que seja para ver em um ponto, milhares de ocasiões. Nem que seja parar de recuar toda vez que me batem à porta. Nem que seja, parar de sentir medo de terminar essa poesia que sempre começamos. Nem que seja para lhe entregar meus braços, oferecer pipoca e lhe fazer companhia. Nem que seja o silêncio de penas cansadas. Por enquanto, em mim, guardados, todos os bilhetes, anotações, inícios e fins. Mas um dia, ah um dia! Eu subo na escada e acendo a luz da prosa.

quarta-feira, 20 de agosto de 2008

Pequenos prazeres Rafaella Biasi

Adoro o barulhinho do teclado quando estou digitando. Tão gostosinho,me faz querer digitar mais, mais que isso só indo na bicota e deixando aquele chocolate quente caseiro esfriar em cima do sorvete de flocos. Uma delícia.


Ah, gosto de te ver dormir também. Dá medo mas eu gosto. Me sinto vulnerável quando faço isso, tão clichê. Mas eu sou uma pessoa, assim... mamao com açucar. Pimenta só para os olhos dos outros, refresco. Para os meus... eu ardo.

sábado, 16 de agosto de 2008

Para você

De volta a Viena

Talvez aqueles slides na minha mente possam me manter viva, talvez a distância entre a ficção e a realidade seja a velocidade que a câmera capta a luz. Talvez eu seja aquela a esperar pelo filme da própria existência, numa cama quentinha, com aparelhos para me ajudar. Por enquanto, eu volto a Viena. A medida dos meus dezessete. Namorado cabeludo me esperando no portão, um foundue no gramado de casa, um adeus amargo, um não, dois, três. Eddie Vedder tocando violão na MTV. Sol e vinte quarteirões até chegar em casa...e carta cheirando a “Anais Anais”. A medida dos anos 90, devidamente plagiados de uma mente perigosa. Uma não. Duas. Cenários em movimento como uma animação antiga. Fita VHS, gravar as melhores da Itatiaia, esperar pelo próximo trem. E nós, esse quadro pop com trilha duvidosa e um quê de Almodóvar . Capas de vinil jogadas pela casa _internacional de novelas_, gosto de Pepsi-Cola e She´s a maniac.

E entre uma coisa e outra, Viena. Em 1997.

beijo.

quinta-feira, 14 de agosto de 2008

Veraneio madrileño.

E teve aqueles dias em que eu fiquei trocando cartão postal com um amigo que morava na Europa.

Todo dia era uma surpresinha chula de homem que não sabe lidar com o coração que tem pendurado no peito manco de virtudes boêmias. Era tanta boa intenção que ele tinha, pobrezinho. Mudou-se pra Europa pra aprender a língua, levou mulher, bumbo de bateria e o sangue latino. E foi. A história que tem seus meios nunca chega a justificar seu fim por tanto, apertamos o FF do controle remoto. Vrrrruuum.

Enfim, Madri. Como ele mesmo disse “a crônica do seu primeiro veraneio madrileno” Me senti tão chique agora, um pouco agressiva e cheirando a rosa vermelha no cabelo, Ah!Eu sempre acho que tô incorporando mesmo o personagem, antes assim. Que desça o tal espírito madrileno então.


Rosana adora tomar Martini com suco de manga quando acorda antes do trabalho, pendura no varal a esquizofrenia da noite anterior. Filha adotada, adolescente rebelde, 3 tentativas de suicídio, filha de 11 anos, 3 casamentos, 3 divórcios, 2 depressões profundas, começa a se relacionar com alguém e some do nada, se diz doida de tanto as pessoas dizerem que ela é doida, todos dizem que ela é doida, sai de pijama pra comprar coca cola. Dorme na cama dele, ele oferece vinho ela toma calmante com o tal Martini e é isso que você precisa saber.

Hoje ele vai ter com ela mais uma noite de pecado como ele gosta de dizer para mim nos cartões que ele manda, diz ele que o segredo é a oração quando acorda. Coisa de europeu vai ver. Não entendo muito dessas coisas de pecado a noite remissão de manhã. Enfim. Rosana às vezes não volta, às vezes não vai trabalhar, às vezes Rosana só existe nesses pequenos momentos em que o coração dele se abre do avesso e abarca Rosana. Como já disse,pobrezinho!Homem de coração que atravessa o oceano, homem assim não deve ter a cabeça muito boa, imagino. Mas ele fotografa Madrid não é com a cabeça. Ele também não compõe aquelas notas com a cabeça, então vai ver também que está tudo certo. E Rosana! Ah Rosana! Preenche essa fúria aí, essa fúria de querer ser pequeno, de querer ser um ponto no oceano que ele tem. Preenche a sua volúpia na bondade desse coração, só um pouquinho. Eu acho que o coração dele nem sangra mais, deve ser auto suficiente para a paixão. Então Rosana, vê se alfineta um pouco essa massa grande e vermelha aí. Compra vinho pra ele, compra o queijo que ele gosta, faz cabana com os lençóis que ele tem na cama, aquela q ele fazia quando era pequeno com as irmãs. Cuida dele um pouco, alfineta de novo, e se você for, não se esqueça, não deve sangrar mais. Só esvai como fumaça do cigarro –coça a garganta- madrileño.



Até o próximo veraneio.

quarta-feira, 13 de agosto de 2008

Contra todas as expectativas

Principalmente as da Jessie Block que nao suporta ela. Mas hoje a Rita falou que lembrou de mim quando leu, aí eu li e desmanchei.


Por Não Estarem Distraídos
de Clarice Lispector

Havia a levíssima embriaguez de andarem juntos, a alegria como quando se sente a garganta um pouco seca e se vê que por admiração se estava de boca entreaberta: eles respiravam de antemão o ar que estava à frente, e ter esta sede era a própria água deles.
Andavam por ruas e ruas falando e rindo, falavam e riam para dar matéria peso à levíssima embriaguez que era a alegria da sede deles. Por causa de carros e pessoas, às vezes eles se tocavam, e ao toque - a sede é a graça, mas as águas são uma beleza de escuras - e ao toque brilhava o brilho da água deles, a boca ficando um pouco mais seca de admiração.
Como eles admiravam estarem juntos! Até que tudo se transformou em não. Tudo se transformou em não quando eles quiseram essa mesma alegria deles. Então a grande dança dos erros. O cerimonial das palavras desacertadas. Ele procurava e não via, ela não via que ele não vira, ela que, estava ali, no entanto.
No entanto ele que estava ali. Tudo errou, e havia a grande poeira das ruas, e quanto mais erravam, mais com aspereza queriam, sem um sorriso. Tudo só porque tinham prestado atenção, só porque não estavam bastante distraídos. Só porque, de súbito exigentes e duros, quiseram ter o que já tinham. Tudo porque quiseram dar um nome; porque quiseram ser, eles que eram.
Foram então aprender que, não se estando distraído, o telefone não toca, e é preciso sair de casa para que a carta chegue, e quando o telefone finalmente toca, o deserto da espera já cortou os fios.
Tudo, tudo por não estarem mais distraídos.

terça-feira, 12 de agosto de 2008

Nenhuma saída is safe enough

(“Existe sempre alguma coisa ausente que me atormenta.”) — frase de uma carta escrita por Camille Claudel a Rodín, em 1886.
Eu voltava para casa, voltava tão suja de memórias, dias e outras línguas que me divertiram, shots de tequila pernas tortas e hotel califórnia na jukebox do Motel Inn, cama dividida, banheiro dividido, coca cola com baunilha. Eu voltava outra. Eu fumava demais na sua frente e você reparava. Eu fazia charme botando banca de americaninha que não lembrava as palavras certas para você escutar, te falava que eu escutava elas lá no fundo em inglês, tudo charme. Eu parava na sua frente e você queria abraçar, eu sei porque eu via escrito na sua camiseta, com várias setas indicando fosse que você queria. Mas você não mostrava nada, você dava de ombros e manchava sua boca vermelha e cheia de carne de fruta madura em outras línguas que não a minha, outras maças de outros rostos. Eu voltava com os ouvidos doendo, garganta machucada, eu voltava bamba. Levei tanto vento no rosto, tanto blues grudado na saia, nos dedos, tanto samba importado. Eu voltei com ares de Carmem Miranda. E isso babe, você simplesmente não suportava. Você piscava os olhos, naquele desdenho manhoso e dizia “não sei falar inglês”. E não era só o que você já não sabia. Você já não sentia meu perfume, você dizia que eu tinha comprado outro, eu dizia que sim, mudei. Trouxe nesse aqui, um Gucci , cara de mulher que não tem a cara mais lavada a noite, só de rímel e blush. Você notava meus passos mudados, aquele sapato boneca verde que você me deu de presente, que eu adorava, eu joguei fora. E você não reconhecia mais nada em mim que combinasse com você. Minto. Havia uma coisa que você reconheceu por todo o firmamento, você reconheceu que não me cabia mais do seu lado. E não adiantava cantar no seu ouvido “Eu posso lá ficar americanizada eu que nasci com o samba e vivo no sereno topando a noite inteira a velha batucada nas rodas de malandro minhas preferidas eu digo mesmo eu te amo e nunca I love you” bem baixinho do jeito que fazia você rir, mas você não ria. Eu já nao tinha mais graça, eu ria a toa, feito boba, eu nao tinha mais graça para você. Então eu voltava para casa e abria meu armário, colocava dentro das caixinhas decoradas com a Marilyn do Andy Wharol todas as badulaqueiras que comprei na viagem, toda a poeira de cada pedaço do mapa que me fez mudar tanto, e sair tão corrida da sua vida. Saí olhando para trás como eu sempre fiz quando eu despedia do outro lado da sua rua. Eu tinha mudado e você mesmo sem querer prestou tanta atençao em mim que se esqueceu de mudar também, e isso te jogou para fora das memórias bobas que a gente tinha, aquelas do sofá da casa da sua mãe e cartas alfinetadas no peito. Descobri tarde que você tinha mudado também e pude me perdoar. Descobri que você pegou aquele avião com o assento vazio do seu lado, imaginando que fosse eu do seu lado a te passar o travesseiro molinho e pequeno e voce percebeu que havia mudado, olhou para longe, no rumo do céu, piscou os olhos, piscou nao, deve ter fechado por alguns segundos, se ainda nao me falha essa memória, e suspirou. Era a sua vez de se sujar.


Boa viagem.

quarta-feira, 6 de agosto de 2008

Mordidas na ponta da língua

Histórinha pra mocinha dormir porque ja está muito cansada pra escutar.


Namorado despede no portão. As mãos por entre as frestas, alisando o rosto e depois as flores do jardim. Barulho de chave da porta do apartamento e meia hora de mordidinhas na ponta da língua. Ela tem ciumes quando você não está. Ela fala ao telefone roendo as unhas. Sabe se lá o que você está fazendo enquanto rabisca os post its ao conversar com ela. Que rabisco aquele post it merece? E ela ainda limpa. Sem arranhões de caneta bic. E porque seu travesseiro merece um afago com seus dedos ou seus pés? Se quando ela deita você olha esquisitinho,como se quisesse dizer "vem para o meu mundo, mas vem pisando em ovos, porque tem bastante coisa aqui que não é sua" Mas ela sabe, travesseiros pegam estradas com você, dormem aonde você estiver. E ela volta pra casa com todas aquelas almofadinhas empoeiradas estribuchadas em cima da cama de "viúva" como diz a mãe dela. E não adianta a sua mão no peito dela, ou mordidas de viés na coxa. Quando o vestido abaixa, sua mão vai ter com o cigarro, aquele tão displicente no canto da boca. Tragadas tão lentas, suspiros. E ela já está longe, longe de suas vistas, lembrando de toda a cena. O rock que ela não conhece, a cerveja barata que ela não toma, o despertador que te acorda todo dia, personagens vis de uma história de 24 horas em que ela não pertence. A segunda feira que não é dela. O sabonete que escapole por suas mãos,a agua do seu corpo a escorrer pelo ralo há quilometros de distancia dela. Sem falar em milhares de xícaras de café, o quadro da parede da sala, todos te vêem vinte e quatro horas por dia.
Não adianta falar que é promessa, porque a sua estrada é demasiado longe, e ela vai esperar sempre. Porque é isso que ela sempre fez. Ela espera pelo dia que os seus travesseiros vão expulsar aquelas almofadinhas pra longe, tadinhas. Ela espera por jogar aquele despertador longe, porque vai ser as mãos dela a te acordar toda manha. E todos esses personagens terão vida. Porque é isso que ela sempre vai fazer.

terça-feira, 5 de agosto de 2008

Baby one more time!!

(Hits da Terezinha)


O tiro que sai pela culatra

Faço desse um rascunho, um rabisco, nao uso o Word para requentar essas palavras, vai tudo assim mesmo, de uma vez só, rápido, quase indolor, um tiro a queima roupa. Namorada despede do namorado no portao e leva consigo dez perguntas sem respostas e um dia "em que tudo é poesia". Pontuaçoes, vírgulas, pouco uso dos acentos. Tudo numa frase atirada no papel sem esperança de volta ao dicionário. Grandes sonhos paridos, uns abortados. O que adianta a concentraçao se nao existe o ruído? Um beijo, um jazz, aquela frase espetacular de um filme meia boca. Igual a brincadeira do saco dos poetas dadaístas, vale quanto pesam as palavras, vale o concreto, a tentativa do caos, o ser quase, qualquer coisa que valha. Esse vai para desenganar o cerebro da tentativa de parir qualquer coisa que preste, já me persegue a pluma, e eu correndo, e a pluma atrás de mim, ah esse ruído, essa estranheza, essa troca de palavras em vão. Essa leveza que nem eu entendo, que quase nao suporto, que bem que podia durar, pra que esse seja esse suspiro, essa pequeneza, esse único tiro, que sempre volta contra mim, que sempre me faz passar a limpo. Nao. Dessa vez é isso aqui mesmo. Uma última tentativa, e esse eu-lírico desfigurado lutando para ser alguma coisa que o valha. E um ponto que nao signifique exatamente um ponto.