quarta-feira, 24 de setembro de 2008

Putz. Queria comer meus dedos para não ter mais desculpas. Quero apagar tudo. Eu bato e ninguém me ouve. Estou presa em algum fosso. Alguém criou muito mal criado esse fosso, falta o resto das pedras. E esse cheiro idiota de mofo. Essa minha cabeça embolorada, que palavrinha mais cretina essa. Cheia de mofo, traça, passado sem o vestido da Adélia. Eu caindo em algum lugar. Vontade de assar a bunda pra ver se explode. Pra ver se eu flutuo. Ressinto aquelas revistas que eu lia, e pensava que eu ia ter todos aqueles cremes e aquele troço de colocar no olho, curvex, isso, curvex. Pau no cu de curvex. E ter 20 e achar que o primeiro orgasmo foi o melhor da vida, aquele no bidê de casa, no chuveirinho do bidê aos 13. Ressinto essa porcaria toda. Que um dia eu fiz meu quintal de motel com ele, a gente entrou debaixo das cobertas e a gente comeu tanto chocolate, foundue. Isso. Passado de merda. Serve para nada. Serve nem para lembrar. Ressinto o vestido, dona Adélia. Me desculpe mas vestido eu não tenho. Tenho nada. Nao sou nada, e dentro de mim, não existe nome para isso. A pluma, aquela que persegue, tá lá em cima. E eu aqui embaixo.Essa água perdida. Nojo. E esse fosso, essa luzinha que acende apaga acende apaga. Apagou de vez.


drop. Sangue ralo.

sexta-feira, 12 de setembro de 2008

Jambolada Primeiro dia

Já que Terezinha viajou, fico aqui falando besteiras. Hj tô boa pra arregaçar as mangas, bater forte no balcao e pedir uma vodka gelada, vodka nao,VÓDEGA para os intimistas. Com bastante gelo.
Hj começa a Jambolada, festival de musica independente de Uberlandia. Vou lá, e já que nao tenho muito o que fazer, vou dar o meu parecer aqui depois.


Rafa modo "um copo com gelo e dois dedos d´agua" on.

Da lista "coisas para se fazer sozinha e escondido"

Fui assistir MAMA MIA.


Sim eu gosto de ABBA, pronto falei!


Quem nao sabe pesquisa aqui. http://www.mammamiaofilme.com.br/

E foi ótimo.

Terezinha está de férias.

Esse papo já tá qualquer coisa
Você já tá pra lá de Marrakech

Mexe
Qualquer coisa dentro, doida
Já qualquer coisa doida
Dentro mexe
Não se avexe não
Baião de dois
Deixe de manha, 'xe de manha, pois
Sem essa aranha! Sem essa aranha!
Sem essa, aranha!
Nem a sanha arranha o carro
Nem o sarro aranha a Espanha
Meça: Tamanha!
Meça: Tamanha!

Esse papo seu já tá de manhã.
Berro pelo aterro
Pelo desterro
Berro por seu berro
Pelo seu erro
Quero que você ganhe
Que você me apanhe.
Sou o seu bezerro
Gritando mamãe.
Esse papo meu tá qualquer
coisa
E você tá pra lá de Teerã

*em outros ares*

sexta-feira, 5 de setembro de 2008

Cecilia com acento por favor.

Ceci me chamou no canto, e pediu pra eu entrar no quarto porque ela tinha feito uma apresentacao pra mim. Ela e a tia dela, a Amanda. Entao eu entrei no quarto como quem entra num teatro, teatrinhos de infancia sao tao legais. Eu montava varios, cobrava ingresso, ajeitava os lugares para os pais sentarem, nosso primeiro publico dessa pe;a que se chama vida (ja expliquei meu teclado ta desconfigurado, e eu nao vou parar de escrever pela falta da cedilha ou do acento, foda-se)Agora era eu que sentava e esperava pelo primeiro ato de Ceci. De repente...

This is the thriller, thriller night!

sim, ela ja pode ir pro goma comigo, eh isso entao??
quase chorei. Ela fez a coreografia, com todos os passinhos.

Essa eh pra vc tbm Maira, Cecilinha arrasando na pista.

Leitura diaria

Escrever sobre o nada. Quando a minha dignidade me falta, quanto eu nao tenho acentos proprios e as palavras perdem a credibilidade, que falta faz um ponto de interroga;ao, olha so sem acento sem cedilha, deixa eu procurar aqui. Pronto achei!! Esse pelo menos tem. A virtude da ausencia e entre isso o ponto. Maira, com acento no i, deixo claro isso, pediu pra eu escrever, que fosse coisa pouca, gelatina, essa foi a palavra, babe! achei tao bonitinho, gelatina. Seu nome aqui nao tem acento, uma pena. Seu nome aqui me faz falta, preciso usar palavras certas agora, as que nao precisam de acento ou cedilha ou ou... pra dizer pra ela, que eu ando chorando uma meia dor, a dor de nao poder estar presente, uma ausencia que se transforma em leitura diara, falhei. Quantos acentos me separam. Nos separam. Eu queria tanto estar do seu lado agora, para um cranberries, um choro, sem vela. Com nos com acento na varanda, e varios eteceteras que sao so nossos. Tao nossos, e Kath Bloom no talo, come here babe. Viena atravessa de novo meu caminho.

uma carta imaginaria com caneta bic entregue no recreio do messias, em 1998