quarta-feira, 18 de março de 2009

Eu como você




Um banquete. É disso que eu preciso. Como ir à cozinha e pegar os talheres, contar os convidados, os pratos, dobrar guardanapos daquele jeito que parece uma tulipa. Festejar cada vela acesa. Muito vinho, porque você sabe, né babe! Nós e nossas orgias, onde a gente coloca o de mais obsceno e pueril quando sentamos à mesa, nossa mente. Vale até discutir os valores judaico cristãos da monogamia nos tempos de amor-líquido. E você descalça, porque babe, não te imagino de outro jeito. É descalça sempre. Talvez por ter te lido o suficiente. Você é aquela bailarina de Wim Wenders , aquela mesma, que fica por cima de todos nós, só mostrando, pernas, cabelos, olhos. Você que faz com que caiamos toda vez nem sentimos o tombo, e você lá em cima no seu trapézio de brincar de desejo, boca sem nada, olhos com aquele cintilante que eu só vi em Sean Young, quando ela acendia o cigarro, e questionava porque de tantas perguntas dúbias se o que importa são as vias, os fatos. E na minha cabeça você fuma aquele cigarro delicadamente, e os olhos não embaçam pela fumaça, cintilam. Sou a favor de pegar um pedaço seu e colar em algum lugar que eu possa tocar, ou senão fazer como eu faço com a cereja do bolo, mastigo e engulo de uma vez só.

3 comentários:

Ju Nassar disse...

e oq resta dizer depois disso? meu nariz coçou (como qnd a gente toma coca-cola gelada), coçou e coçou e nao resistiu. a lagrimazinha veio. ta rolnado na bochecha, vermelhiiiinha que só ela.

linda, linda é você. eu sou voyeur. te aprecio de longe, pq de perto, aaaaaaah de perto!

te amo nêga.
um dia sou voce qnd crescer.

Schwartz disse...

eu curto lesbianismo soft. Não-radical, por assim dizer. Livre.
me deixar de fora desse banquete é proibido pela convenção de genebra, advirto - aquela da tortura, acho que sim.

Robisson Sete disse...

e eu me contento em tocar num oboezinho
a música do caetano

rssssss