quinta-feira, 23 de abril de 2009

Everything is illuminated.

Algumas histórias nascem de impressões antigas, como um baú na casa da avó que você abre esperando encontrar algumas respostas, um lenço meio poído ou amarelado. Pedaços do tempo que nao é nosso. Procurando nessa cidade submersa, abrindo gavetas, fotografias. Esses signos que perpetuam na nossa cabeça, na nossa semiótica de luz e sombra. Pegar com a mão esse amor-feto e criar ele, só isso que vejo seus olhos me pedirem. E eu pensando em tantos outros que nao deram certo, que ficaram debaixo, coberto pelas águas, agora eu entendo porque tem muitos com medo do mergulho. De achar esses vestígios que são daqui de dentro, dessa memória coletiva própria do universo dos apaixonados, que ilumina quarteirões, essas casas, quartos, camas, uma cidade inteira, um mundo todo. E eu me lembro do diálogo waking life, talvez nao sejamos reais mesmo, somos essa sombra que vai ficar para trás, submersa. Tantas heranças deixaremos, meu amor. Tantas foram deixadas. Tristãos e Isoldas a povoar esse imaginário de amor-romântico. Tantas cidades-atlântidas escondidas em caixas de madeira em cima de armários. Tantas alianças enterradas esperando pelo acaso. In case. No caso de alguem vier a procura pra entender. para iluminar-se de poeira. Esse amor que está guardado no coletivo universal. Esse que faz acreditarmos em destino e coisas de além-mar, além-céu. Everything is going to be illuminated. Most of the times, trought times.

In case...
In case...
In case someone should come searching one day.
So they would have something to find.
No, it does not exist for you.
You exist for it.
You have come because it exists.
She says the ring is not here because of us.
We are here because of the ring.

2 comentários:

Nassar disse...

medo do mergulho...
;)

Fernanda Amaro disse...
Este comentário foi removido pelo autor.