segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

Rafaella Biasi

Muito delicadamente como num acende apaga de luzes... ela me disse olhando nesses olhos q nao cintilam, voce nao é Rachel.Vocé é Zhora, será que nao entende? E eu entendi, sou eu que sempre me estilhaço inteira e sangro pra celebrar o Amor e a Vida. Rachel é aquela ilusao, a janela aberta e o sol lá de fora que é de mentira, olhos de ficçao cientifica, o teste falha quando a pergunta não chega as vias de fato. Mind if I smoke?

*Entendendo Blade Runner para entender a mim*

terça-feira, 19 de janeiro de 2010

Exposição

Desconfio que nessa vou me repetir, talvez me contradizer um pouco só para despistar os mais curiosos e os que acham que sabem de tudo, porque o tudo além de ser menos do que se imagina é também um tanto sem graça.Há de se fazer Arte porque temos Almodovar pra nos lembrar disso. Toda vez que eu sinto desprezo por tudo isso aqui na minha cabeça eu lembro dele e das minhas carnes trêmulas numa banheira transparente e o orgasmo, das cordas nos meus pulsos e a fita isolante na minha boca e o orgasmo, num jean paul gaultier belissímo e o orgasmo e eu fico naquela viagem de que é preciso ser mais magenta. Daquele do cinema-amor, sangue do meu sangue, dor da minha dor. Quem disse que beijo só da mulher amada não entende aquele corpo se debatendo entre mil vidros e mil sóis de sangue, nao entende aquele fim que apaga a tela sem mais nem menos e deixa a gente pensando que amor de uma hora e meia é amor eterno. Ainda bem que Almodovar me conquistou de novo, me pegou na sua teia e é por ele que eu sei que há de se fazer Arte, há de sermos muito mais que só nós, há de sermos Penélopes transvestidas se quisermos pingar nos olhos de homens que vivem constantemente anoitecendo.