quinta-feira, 27 de maio de 2010

Frase do dia

I wish I knew how to quit you

quarta-feira, 26 de maio de 2010

Mamãe passou açucar em mim

para Gabriel Biasi nascido em 1986


Há de se comemorar o nascimento desses homens. Desses homens que serão para sempre os meninos de suas mães, e que procuram a última tentativa de beber do leite derramado (por nós). Leite morno com bastante açucar assistindo caverna do dragão. Talvez usaram a fantasia de batman pra impressionar a menina e ela achou que ele fosse um gatinho. Não sei bem porque mas ele cresceu, de milímetro em milímetro.
Esse tipo de menino vive no mundo da lua e nos arredores do seu umbigo e ele não vai lembrar do seu aniversário mas vai prometer depois de dever muito. Ele procura nos muitos seios que olha aquele leite morno, açucarado. Ele tem aquele olhar perdido e meio tristonho próprio daquele menino que olhava dentro da loja de brinquedo, pedindo, implorando algo que nem ele sabe bem o que é. Esse tipo de menino é cheio de razão. Não adianta você dizer que ele não pode subir no muro porque ele vai cair, ele sempre acha que pode bancar o tombo. E voce segura na mão dele porque ele procurou pela sua e você vai atrás dele vendo o mundo através de seus olhos, daqueles que vêem sempre pela primeira vez. E você acha o máximo aquilo de ver pela primeira vez. E você segue, sempre atrás porque é por ali que ele te julga imprescindivel. É por ali que você vai premeditar os tombos futuros, as bobagens ditas, as primeiras palavras sujas que não significam VOCÊ. É por ali que ele sente pronto para algum acontecimento fantástico . É bem aí nesse momento que ele vai dizer o primeiro não, que vai dar a primeira birra, o primeiro chilique, o primeiro tapa, e você vai usar de sua didática maternal para mostrar o correto e o ideal para ele, e ele vai escutar rock n roll, bater a porta do quarto na sua cara e dizer que não precisa mais de você. E é nesses um metro e meio que ele vai permanecer a vida toda. Constantemente num aniversário de 13 anos. Vai olhar a primeira playboy escondido, descobrir que tem outras além de você e aí voce saberá que é o fim da sua pequena existência junto a ele. Ele está pronto para fugir de casa que sempre foi seu coraçao aberto e seus olhos que velam por ele. E quando você tentar acordá-lo com um beijo numa bela manhã de uma segunda feira ele já vai ter partido. E você irá encontrá-lo pela última vez, sentado na praça da bicota tomando catuaba quente olhando para as milhares de mamadeiras e seus leites açucarados.

Por Rafaella Biasi que ama muito um desses aí mas que avisa se não sabe brincar devolve “os hominho”.

Aquecendo a garganta

Com conhaque em gargarejos.

Sinto falta das minhas crônicas. De conversar mais atentamente com quem me vê. Saudade de falar em atos de amor e rendenção...

little miracle

para Hermes Machado


Quando as provas de amor existem como saídas de emergência e você não pode escapar a si mesmo e tenta dizer o último eu te amo, aquele em que ela espera do lado de fora do ônibus, correndo, ecoando as letras no vácuo do som que é o nada. A lente embaçaria se fosse esse o meu roteiro e ela bem longe com aquela saia godê que você sempre disse que não caia bem. Superstição e alguns segredos. E você segue viagem e conhece lugares lindos que não pertence a ela. E por cada pedra do caminho você escreve alguma nota mental, um roteiro imaginário onde cabem Modiglianis e Nerudas. E você volta, cheio de si (matéria densa) num copo de 2 metros de altura de si. Amar é um ato contínuo. São como ondas que arrastam e que levam, que subjugam e que elevam. Amar é por contradição tudo aquilo que Camões falou um dia, esse viajante. E você sempre soube que causaria algum dano irremdiável se fosse, mas mesmo assim você foi, livre, procurando naquela imagem em movimento algo que só um free spirit procura. Like an easy rider. E nesse take o vento sentido na cara transformando a água em lágrima. E ela viveu como deveria ser. Em movimentos lentos, fortes e repetidos, como apertar a laranja pra sair o suco. Como costurar a barra de uma calça velha, como bater o prego dos quadros na parede. Ela andou minutos e você andou por dias. O tempo não encaixou, você num futufo-sentido, flutuante. Ela num presente concreto, maciço. E por isso você voltou e passou reto uma rua acima da qual ela se encontrava. Ela não viu.E você andou, mudou, transmutou e virou estrela. Macunaímicamente. Ela criou raíz. Percebe que a tentativa não salva ninguem? Pra lembrar de alguém antes da viagem é preciso haver um pequeno milagre, não bastaria aquela máquina que faz com que esqueçamos e revivamos tudo, a história sempre terá início, a viagem e o fim. Um eterno brilho com Macunaíma lá em cima.

frase do dia

you had me at "hello"

quarta-feira, 19 de maio de 2010

Estou de volta. Adiei meus planos de dominar o mundo. Falta a Nassar construir a nave e o André fazer os testes, mas enfim. Estou de volta. Já disse que sou sagitariana né e sim isso implica em algumas coisas como por exemplo as altas expectativas que crio ao redor de mim, uma chatice. A última delas foi decidir escrever um livro e de repente comecei a ler tudo que vi pela frente. E agora não páro mais de ler e não consigo escrever o maldito. Let it be. um refil de mim por favor!